Buscar incessantemente a paz, dizer, gritar viva a paz é tarefa e missão de todos e de cada um de nós. É assim que construiremos a cultura da paz,  o único e efetivo antidoto à cultura da violência tão presente em nossa sociedade. Neste sentido, construir relações mais fraternas e solidárias, especialmente com as pessoas que mais precisam de cuidados e atenção é caminho possível e urgente para que chegue a paz tão sonhada que fica embutida  apenas no nosso interior e em decorrência das oportunidades não chegamos a colocá-las em prática. Este desejo interiorizado  precisa sair à tona e o diálogo entre as pessoas possam construir pontes entre todos os homens, de tal forma que cada um possa encontrar no outro, não um inimigo, nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar. Neste período de conversão devemos deixar de lado o orgulho e vestir a camisa da liberdade e assumirmos nossa real face que é promover a reconciliação e lutar na busca de assumirmos atitudes de paz e fé. A palavra fé é desejo urgente nas cidades, nos cantos mais distantes, onde a dor faz morada e no exílio de cada estrada. A solidariedade é também ação forte, ajudar, doar-se sem imposição. Devemos fazer a diferença sem medida e a quem pedir darmos auxílio, força, carinho e gestos concretos. Neste sentido, devemos comprometer-se e a vida só tem sentido se alguém  está disposto a vive-la pelo bem do outro. Todos devem se comprometer-se com os outros! E combater qualquer  ato de violência deve ser um comprometimento, assim diz o Papa Francisco que faz uma comparação com a vaca. A vaca colabora com o leite, queijo e outros alimentos, enquanto o porco dá a vida para nos alimentar! Comprometer-se é dar a vida e a vida só tem sentido se alguém está disposto a vivê-la pelo bem dos demais. Todos precisam colaborar! Mas vocês que estão ai do outro lado devem se comprometer e não permitir que seu irmão do seu lado sofra por passar fome ou certas privações que possam comprometer a sua vida; assim como consideramos  uma das mais importante funções da inteligência que é “Colocar-se no lugar do outro” . Devemos aprender com gestos simples e sinceros que o desprezo ao outro, a violência, a agressão, a crítica impensada são os alicerces dos frágeis. Devemos aprender a ultrapassar práticas individualistas e lutar contra a discriminação e a valorizar a vida como um espetáculo insubstituível onde o palco principal são nossas ações mais singelas ao outro que está precisando. Quando  alguém de nossa família é mal tradado , achamos que não temos nada a ver com isso? Somos todos parte de uma família maior de filhos e filhas de Deus. De alguma forma, tudo o que é feito a outro ser humano nos atinge. Se alguém achar que a dignidade de uma pessoa pode ser ignorada, está de fato pondo em perigo a dignidade de todos as pessoas (inclusive a sua) porque cada exceção vai tornando mais  fácil desrespeitar a regra geral. 2coelhos 7d1ee3134964ea779be0728  Foi por isso que, há muitos séculos, o filósofo Sêneca já dizia: “Podemos pensar em algum exemplo que mostre como a insegurança dos outros nos atinge? Quando respeitamos  o outro estamos indicando que queremos ser respeitados e estamos ajudando a perceber como esse respeito é importante para todos. Jesus uma dia contou uma parábola que alguns acham estranha. Está em Lc 15, 1. 7. Ele pergunta? “quem, tendo cem ovelhas e perde uma, não deixa as 99 no deserto e vai atrás daquelas que se perdeu?”. Se ele estivesse mesmo falando de ovelhas seria fácil achar que, tendo 99 dá para se conformar com a perda de uma. Mas a ovelha que ele fala representa as pessoas, e ele estava querendo dizer que nenhuma pessoa deve ficar perdida, porque o valor de cada uma é imenso. Pessoas não tem preço; cada uma é um tesouro santo. Quem segue os ensinamentos de Jesus não pode se conformar com a injustiça feita a qualquer pessoa, nenhuma vida pode ser desrespeitada. Neste período que antecede a Páscoa devemos seguir o exemplo dele; acolher à todos sem distinção de cor, raça, religião, origem e Partido político. Todos são filhos de Deus. Pessoas idosas, crianças, adolescentes e comunidade no geral precisam conhecer seu próprio valor como obras especiais dentro da criação. É a partir dessa valorização que irão compreender o valor do outro, qualquer que seja a sua condição. Deus criou muitas coisas, mas, ao fazer os seres humanos, pensou neles como filhos a serem cuidados e amados. Com certeza toda a criação merece ser bem cuidada, mas as pessoas que Deus tanto ama e que são também, capazes de amar precisam ter um tratamento especial. Feliz e abençoada Páscoa a todos que fazem parte desta cidade, das demais localidades e que curtem este Saity.

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Texto de Raimunda Verluci de Oliveira Sarmento(Verlucioliveira@gmail.com)

Data: 25/03/2015