SER MÃE: UMA MISSÃO QUE VAI ALÉM:  TRABALHO,DEDICAÇÃO E AMOR À FAMÍLIA.

É uma nova história que se apresenta ao papel da mãe nos dias atuais porque sua dedicação vem ultrapassar sua prática antiga, onde a mulher-mãe deveria estar a disposição do lar, do marido e dos filhos e desenvolver atividades meramente doméstica para proporcionar o bem estar de toda a família. No contexto atual este papel foi redimensionado e seus compromissos se acumulam nos distintos espaços em que a atuação da mulher como esposa,, mãe, filha, dona de casa e profissional. O trabalho foi   redobrado, onde as mães precisam se multiplicar para atender a demanda que às vezes lhes exige grande responsabilidade. Neste novo despertar para ser mãe,  esta exigência requer esforço profundo porque além de sua jornada que desempenha em casa, para o trabalho, ela precisa estar bem com seu corpo, estar bem cuidada, esbelta, magra e que cuide dos filhos com amor, prazer, cuide da alimentação adequada, do esposo com amor e dedicação. É um papel bem rigoroso de cobranças e definições, mas sem receber nada como recompensa ou elogio. Fazer, doar-se, dedicar-se, é seu real papel e missão.

mae 00001Numa jornada sem limites, ela gostaria de atender os filhos mais do que pode e ainda sofre por não estar mais presente no dia-a-dia  deles. Chega até a invejar uma mãe que não trabalha e que pode pegar todos os dias os filhos na escola, especialmente quando são pequenos. Vastos exemplos de atuação que uma mulher pode trilhar, embora se pergunte a alguma delas qual é o seu maior desejo? Ela responderia que se tivesse um filho pequeno seu desejo seria dormir e se o filho fosse maior a resposta seria sumir  e  por dois dias ficar em paz! Entre a cruz e a espada neste processo, ser mãe é uma escolha incondicional que exige amadurecimento, amor e dedicação, por isso este papel é determinante na vida de uma mulher. Outra questão que se reflete é qual seria a diferença entre uma mãe que trabalha fora  e a dona de casa na educação dos filhos? A grande diferença se concentra na mãe. A mãe que não trabalha, vive com menos culpa na criação dos filhos, porém pode sentir-se frustrada por não se realizar como profissional e em compensação a que trabalha tem sua independência financeira, tem sua liberdade de direitos, seu papel é mais determinante em casa passando ter seus desejos supridos, embora carregue a culpa indireta de não poder dar aquela atenção especial já dita anteriormente  mencionada em relação aos filhos. Para a tranqüilidade de muitas mães; apresento algumas dicas ou informações que elas precisam conhecer e sentir-se mais  seguras em relação ao seu trabalho fora de casa e a criação dos filhos:

  • A decisão de trabalhar ou não vai de acordo com as necessidades familiares e segurança financeira. Importante saber que crianças cujas mães trabalham fora podem apresentar um desenvolvimento emocional tão bom quanto das outras;
  • Os benefícios que a criança recebe quando a mãe trabalha incluem aumento de independência, maturidade e responsabilidade, além de aprender a confiar em outros adultos e a negociar melhor com igualdade;
  • O ideal é que a mãe comece a trabalhar quatro meses após o parto, para recuperar-se fisicamente e para que se desenvolva suas habilidades maternas;
  • Os bebês preferem que o cuidado seja feito em sua própria casa, mas se for impossível, o ideal é deixar a criança com alguma pessoa próxima ou com a babá. Se tiver que deixar em creche, é importante visitar o local e perceber como é seu funcionamento por, pelo menos, um turno;
  • Muitas crianças não se adaptam a creche até completarem dois anos ou dois anos e meio de idade. Na escola também pode haver problemas de adaptação. A solução é ajudar a criança a se acostumar aos poucos e deixá-la com uma atitude alegre, que transmita segurança;
  • Em caso de doença, é bom solicitar dispensa do trabalho por pelo menos um dia. A decisão de voltar à escola ou creche deve ser em como a criança está se sentindo. Pedir ajuda a familiares ou outra mãe conhecida pode ser necessário;
  • Procure adequar sua carga horária aos momentos mais importantes da criança. Se for possível, tente trabalhar um pouco em sua casa;
  • Quanto mais tempo de contato com o (a) filho melhor. Por isso, aproveite os minutos no trajeto de ida e volta de onde você a deixar sob cuidados, além do tempo de café da manhã e antes de dormir;
  • Não hesite em pedir ajuda. Por mais que você tenha vontade de participar o máximo da criação de seus filhos, é preciso a colaboração de outras pessoas, como o pai, os avós, tios (as) ou amigos (as). Sem boas noites de sono, nada parecerá estar bem. Por isso, cuide-se também de si mesma. Felicidades para todas as mães maravilhosas deste querido município, em especial à minha mãe, que apesar de sua idade,( 80 anos), representa a verdadeira estima para seus filhos. Ser mãe deve ser uma escolha, não um  vacilo da vida ou das decisões impensadas, porque quem nasce precisa de amor, atenção, respeito, cuidado e acima de tudo ser um filho querido. O grau da importância de uma mãe estar no quanto ela é capaz de zelar e preservar os direitos da vida aos seus filhos. Mães amem seus filhos incondicionalmente porque este amor é como uma planta, quanto mais cuidar dele, mais ela crescerá e desabrochara nos recantos da vida.

 

 

Texto: Raimunda Verluci de Oliveira Sarmento( verlucioliveira@gmail.com).

06/05/2015.