Enveredar pelo universo da juventude é acarear um mundo de questionamentos, cujas respostas chegam_na maioria das vezes_ pela prática, pois os pais, que devem ser a primeira referência do indivíduo, omitem_se e adotam a educação moralista, que conduz aos desapontamentos…O que quero? Sexo? Família? Droga? Amor?. São perguntas que ecoam e silenciam sem respostas. A inexperiência induz a prática errôneas , e , assim, muitos se perdem nos caminhos.
O silêncio dos progenitores e a omissão da escola originam um clima de isolamento, e muitos partem para a busca de respostas que povoam, tumultuam cabeças de uma multidão de dezenas de milhares de meninas entre dez e quatorze anos que engravidam por ano e outros tantos meninos que enveredam pelos caminhos das drogas para preencherem vazios existenciais.
Sem guarida, refugiam_se nas tribos, e , longe dos pais, a regra e´alterada e passa a imperar o ”Quem decide a minha vida sou eu”.Praticam excessos que, posteriormente, resultam em sequelas que marcam vidas. Nas últimas décadas, o mundo deu passos impelido pela evolução tecnológica, expondo o homem às intempéries de um tempo que não conseguem acompanhar.
Será que tamanha deficiência de amor ao próximo é consequência do corre_corre da vida moderna, que rouba o tempo do amor, boicota o espaço do carinho, eleva barreiras que evitam um gesto, um olhar, um toque? É certo que os tempos mudaram , mas o ser humano e´o mesmo…Pelo menos, deveriam ser assim…Os reflexos não estão distantes. Décadas atrás, ainda existia companheirismo. Hoje predomina o Eu, mesmo consciente de que o Outro é tão único que não pode ser substituído, subestimado…Mas Eu estou no topo dos direitos…O Outro que vive; mesmo sendo uma fórmula única, resultado da adição de valores, princípios, sonhos e sentimentos, devo ser o primeiro da fila.

jovensPortanto, falar para a juventude e´um desafio. Se fosse há algumas décadas, bastava voltar a cabeça e reviver momentos dourados, em que o peito palpitava com emoções que explodiam com um toque, um gesto, um olhar…Mas a juventude da geração Z já nasceu faminta de novo. Tem tanta energia quanto as anteriores, mas vive a fase na mais pura adrenalina…Droga, sexo…Violência…O superávit de energia e´um convite para romper tabus e tudo que falta e´direção, compreensão, limites…pois a família permitiu que as muralhas de valores fossem demolidas.
Portanto, ao falar de juventude e´preciso ter cuidado para não atropelar contrastes de uma sociedade multicultural, na qual o jovem não tem horizontes definidos, pois o acesso a projetos, principalmente à formação, são bloqueados, provocando a interrupção de planos de vida numa fase em que a autodeterminação e´uma passagem obrigatória à formação da identidade.
Sabemos que o jovem ”tem tudo para aprender e tudo para crescer”, mas a realização desse potencial depende de muitas coisas, e uma delas e´essencial, imprescindível: A Educação.
jovens01A educação, a mais decisiva influência construtiva para a autorrealização de um ser humano pleno, aprendendo a ser, a conviver, a compreender_se e aceitar o próximo.
E para que nossos jovens não abandonem as escolas, precisamos de uma política de juventude focada na educação de qualidade. Essa qualidade exige um compromisso sério, centrado na educação inclusiva e participativa, numa escola alegre e funcional, atual e moderna, realista e criativa. E a grande solução para o Brasil está, sem dúvida, no jovem e na Educação.
É fundamental que semeemos o conceito de brasilidade junto ao segmento jovem. A Escola não pode ser apenas território de transmição de informação. Há de ser, acima de tudo,nicho de formação e desenvolvimento de caráter. Se seguimos conferir à Escola o seu papel de agente de transformação social, certamente estaremos forjando a mudança política que o país está a merecer. O jovem é e será o esteio da transformação política brasileira. Afinal, há coincidência básica na ação política e na ação dos jovens. Ambas se voltam para a construção do futuro.

Devemos ressaltar que, estamos em um ano onde, participemos da maior ”festa” da democracia brasileira, ” as eleições”, onde iremos escolher nossos governantes.E os jovens podem sim ser o maior pivor dessa ”festa”.
Para termos ideia de sua importância, basta atentarmos para o fato que, nas eleições de outubro desse ano, os brasileiros entre 16 e 24 anos formarão um contigente de mais de 5 milhões de eleitores.
Os jovens precisam ser motivados com bons exemplos, com histórias de decência, com valores e princípios éticos.

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Texto Mara Sarmento