Estudantes de Psicologia do Alto Sertão Paraibano, Polliany Abrantes e Patrícia Kácia Andrade participaram do  Fórum Internacional sobre Saúde Mental

 As estudantes paraibanas, Polliany Abrantes e Patrícia Kácia Andrade participaram dia 02 de junho na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em João Pessoa – PB do Fórum Internacional: Novas abordagens em saúde mental. O Fórum foi direcionado aos profissionais e estudantes: de Psicologia; Terapia Ocupacional; Serviço Social; Enfermagem; Medicina; Educação; Saúde Coletiva; Saúde Pública. Técnicos dos serviços de Saúde Mental como: CAPS, NASF, hospitais-dia, centros de convivência, residências terapêuticas, oficinas terapêuticas, emergências psiquiátricas e ambulatórios. Pensar e de trabalhar com pessoas com o diagnóstico de psicose e esquizofrenia. No evento foi discutida a medicalização na saúde mental e as maneiras para trabalhar com pessoas com esse diagnóstico e suas famílias.

Polliany Abrantes é estudante de Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) – Campus de Campina Grande – PB. Ela é natural do município de Vieirópolis-PB. É filha do empresário João Batista Alves da Silva (Batista de Duda) e da servidora pública Gildete Abrantes (Deta). Patrícia Kácia Andrade é estudante de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com sede em Campina Grande. Patrícia Kácia Andrade é natural de Uiraúna-PB. Ela é filha do servidor público José Francisco de Andrade (Zé de Ana) e da professora Celma Alves de Andrade.

“O Fórum Internacional: Novas abordagens em saúde mental teve por finalidade debater uma nova maneira de pensar e de trabalhar com pessoas com o diagnóstico de psicose e esquizofrenia. No evento foram discutidas a medicalização na saúde mental e as maneiras para trabalhar com pessoas com esse diagnóstico e suas famílias”, disse a estudante Polliany Abrantes.

“O evento teve como intuito criar oportunidades para trocar ideias e discutir uma nova maneira de pensar e de trabalhar com pessoas com o diagnóstico de psicose e esquizofrenia e provocar profissionais e trabalhadores da saúde a fim de que despertem para a importância de construir novas estratégias no cuidado em saúde mental em conjunto com usuários dos serviços e seus familiares”, destaca a estudante Patrícia Kácia Alves de Andrade.

Durante o Fórum foram discutidos temas importantes para a Saúde Pública como:  Medicalização da saúde mental; Introdução grupo de ouvidores de vozes; Abordagem de recuperação uma vida por inteiro e Psicose e diversidade de intervenções.

Os principais palestrantes foram o professor doutor da Inglaterra, Paul Baker – Formado em sociologia e assistência social na Universidade de Manchester e pós graduação em Saúde Mental. Secretário na International Mental Health Collaborating Network (IMHCN), coordenador de mídias sociais da Intervoice e um dos fundadores da Intervoice no Reino Unido. Desenvolveu projetos na área da saúde mental em Trieste (Itália), Servia, Croácia, Inglaterra e País de Gales. Realizou workshops em mais 15 países. Paul publicou o livro “The Voice Inside” (A Voz Interior).

Também palestraram a Professora Doutora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Cleide Pereira Monteiro; Professora Doutora do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Márcia Mont Alverne e a Professora Doutora, Silvana Carneiro Maciel, Pós-Doutorada em Psicologia Social pelo ICS-Portugal (2014). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba – Campus I- João Pessoa (PB), professora da Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba (Mestrado e Doutorado) – Campus I- João Pessoa(PB).

Medicalização da saúde mental

Um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil, esse estudo mostra que 32% das crianças estão tomando medicamentos sem necessidades. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos idade. Estudos mostram efeitos colaterais causados por uso contínuo de medicamentos a longo prazo nós usuários. Os fármacos são necessários em transtornos mentais severos e persistentes, que provocam uma grande incapacidade. Mas não ajudam nos problemas cotidianos, pelo contrário: o excesso de medicação causa mais danos que benefícios.

Introdução grupo de ouvidores de vozes

Em algumas culturas, experiências como ouvir vozes é altamente valorizadas. Experiências de cada indivíduo são únicas. Para muitas pessoas, embora não todas, experiências como ouvir vozes são de curta duração. Mesmo as pessoas que continuam a ouvir vozes, muitos ouvintes levam uma vida normal. Em torno de 2% a 4% da população mundial ouvem vozes. 66% das pessoas que ouvem vozes não necessitam de atendimento psiquiátrico, são bastante saudáveis e conseguem lidar bem com as vozes. Há em nossa sociedade mais pessoas ouvem vozes que nunca se tornaram pacientes psiquiátricos, do que há pessoas que ouvem vozes e se tornam pacientes psiquiátricos.

 

Abdias Duque de Abrantes

Jornalista MTB-PB Nº 604