Dentro deste contexto, pautado pelas transformações sociais, políticas, econômica e tecnológica; o namoro que não é mais o caminho do amor, mas do impulso ou do irracional; merece ser tratado com responsabilidade e consciência. O namoro como relação afetiva vem perdendo sua originalidade e seus valores tendem a ser desvirtuados para uma moda dos “FICAS”. Os jovens nos caminhos dos encontros e desencontros perdeu-se e necessita voltar-se para um nova trajetória, onde o espírito do amor que engrandece e multiplica a vida humana precisa urgente aterrissar e retomar aquilo que veio de herança cultural de nossos pais, onde o sentimento, o respeito faziam parte do elo, além de enfatizar que; o que unia duas pessoas eram a confiança, o diálogo e o desejo de formar uma família, o que na realidade estes sentimentos estão deteriorando. Os jovens ao invés de erotizar a agulha, a droga, ao perigo, ao trágico, a velocidade dos sentimentos, ao acidente, ao crime, precisam centrar-se para poder deixar estas armas de lado e concentrar-se em objetivos reais para poderem amar com maior intensidade e centrar-se nos valores do crescimento e amadurecimento pessoal e social, do respeito mútuo. A pobreza de afeto, de sentimentos, de ausência de valorização do outro deve ser reavaliada: e a juventude atual precisa concentra-se para poder amar. Toda e qualquer natureza que é mutilada nos seus valores vitais, se vinga, mais cedo ou mais tarde. Quando o amor é crucificado, os céus clamam e a terra estremece. Quando os valores humanos fundamentais e perenes são abolidos da face da terra, então tudo perde sentido. Banindo o amor, a humanidade embrutece e enlouquece. Em meio à todos os acontecimentos, é necessário construir um mundo novo, reconstruir a família para abolir a violência. É necessário trazer de volta a relação, centrada no conhecimento e na amizade para recuperar a saúde. Recriar o amor para curar o homem da loucura, e trazer de volta o namoro como um projeto promissor de valores e tradições. Os jovens precisam reconstruir relacionamentos pautados em conceitos e respeito. Este ritmo acelerado nas relações interpessoais influencia na sexualidade exacerbada, no namoro e na puberdade precoce, onde ser criança é pensar uma fase rápida.

dia dos namorados Hoje com nove ou dez anos a puberdade aponta na fase de uma criança e a família já tem o dever de receber em casa o namorado da filha ou um filho de quatorze anos, que morando com a avó; engravidou uma outra menina da sua idade. A família neste contexto, está um pouco perdida, sem saber disponibilizar os limites necessários. Não sabe decidir se deve concordar que a sua filha guarde suas bonecas ou se recebe o namorado em casa? Porque se não ela vai namorar na escola, na rua? A juventude vivencia uma liberdade forçada, passando por namoros fugazes e passageiros, pautados em ideologias em que o movimento é efêmero, adolescência, sexualidade, namoro devem seguir um ritmo acelerado; onde as relações interpessoais começam mais cedo e a infância torna cada vez mais escassa. Ser adolescente é ser incluído num ritmo de novas gerações que se relacionam com o mundo todo, um tipo de relação virtual, sem contato, sem conhecer o outro na sua totalidade. Eu Poderia estar apresentando uma outra discursão a respeito do namoro. Mas quando acompanhamos os noticiários, quando conversamos com os pais de pré-adolescentes e no dia a dia a conversa é esta apresentada. Não podemos nos enganar e fingir que esta realidade não está acontecendo? Ela precisa ser pensada e dialogada por todos nós que somos pais e queremos o melhor para nossos filhos. O dia dos namorados é uma data que deve ser comemorada. Mas esta comemoração também seja de reflexão, de pensarmos em uma forma de sociedade, onde os jovens sejam recebidos por nós adultos com respostas condizentes, resposta de conselho em criar laço de afeto, porque o mundo do jeito que está, com tanta violência é preciso estabelecermos limites em casa para que na rua o direito seja respeitado, que o namoro possa ser entendido como um relacionamento de afeto, de conquista, respeito ao outro no objetivo de formar uma família estruturada. Namorar, portanto, significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiência. É uma relação em que o casal está comprometido socialmente, mas sem estabelecer uma vivência matrimonial perante a lei civil ou religiosa. É uma fase, onde o casal partilha conhecimentos, fortalece a confiança e cumplicidade. Feliz dia dos namorados aqueles casais que vivenciam o amor, o respeito mútuo e a confiança de construir juntos uma sociedade de respeito e fraternidade.
Texto: VerluciRaimumda Verluci ( verlucioliveira@gmail.com).