CYBERBULLYING:

Frente ao processo de disseminação dos meios de comunicação, mais precisamente das redes

sociais  estamos  vulneráveis  ao  seu  uso  indevido,  e  frente  a  este  processo  precisamos

possibilitar espaços para que os jovens ou até mesmo os adultos analisem e percebam que o

uso inadequado das redes sociais está forçando cada dia a violência virtual, criando um campo

de guerra entre quem estar em casa e o outro  que está do outro lado, acessando e criando

situações  de  violência,  infringindo  leis  de  respeito  ao  ser  humano,  mesmo  distante.

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A  este processo de violência através das redes sociais estamos falando de um tipo de agressividade

sem limite que é o CYBERBULLYING; ou melhor uma modalidade de BULLYING que vem sendo

disseminado  entre  o  meio  virtual.  O  CYBERBULLYING  nada  mais  é  do  que  a  utilização  da

internet  ou  do  celular  para  humilhar  e  ridicularizar  alunos,  professores  e  pessoas  de  bem.

Precisamos repensar nossos valores e nossas práticas cotidianas e antes de qualquer situação

de agressividade contra uma outra pessoa que é acima de tudo um ser humano qualificado de

emoção,  sentimentos,  possuidor  de  sua  cultura  individual  que  deve  ser  respeitado.  O

CYBERBULLYING  traz  consigo  aspectos  preocupantes  que  o  BULLYING,  porque  o  primeiro

acontece em redes sociais; através de fotos, mensagens e podem ser enviadas para diversas

pessoas ao mesmo tempo.  O agressor aproveita do anonimato e adota uma outra identidade

para cometer as agressões. Muitos casos fotos são  tiradas, com ou sem o consentimento da

vítima,  e  depois  elas  são  alteradas  com  montagens  constrangedoras  que  podem  ter

conotações    sexistas e raciais.  Como consequência temos de um lado as vítimas que acabam

sendo  tomadas  por  um  sentimento  de  insegurança  total,  visto  que  não  há  mais  lugar  ou

momento  de  paz  que  o  ajudem  a  ter  força  para  superar  tamanha  humilhação;  o  que  acaba

possibilitando  ao  agressor  mais  poder  sobre  a  vítima.  Diante  desta  situação  constrangedora

que  a  vítima  passa  ela  poderá  procurar  delegacias  especializadas  em  crimes  cibernéticos  e

descobrir, rastrear a origem das mensagens o que pode levar à identificação do autor, que irá

responder  por  danos  morais,  entre  outras  penas  previstas  em  lei.  imagesCabe    a  família  promover

diálogos constantes sobre o assunto em casa e na escola os professores amadurecerem este

debate, especialmente sobre os danos e prejuízos causados para a vítima e as consequências

para os agressores. A escola também,  pode contribuir criando mecanismos de trabalhos como

esportes, artes e outras atividades que passe a    inserir os jovens, dando-os oportunidades de

vivência e respeito entre as pessoas. Ninguém nesta terra tem o poder de usar da violência

seja,    física ou psicológica sobre outra, porque as leis da natureza vem de Deus, e quando o

homem  agredi  o  outro;  agride  a  Deus  diretamente.  Portanto,  tanto  o  BULLING  como  o

CYBERBULLYING são  práticas de  violência moderna que o homem criou para  querer mostrar

seu poder diante dos outros, não sabendo ele que  ninguém é maior ou menor diante de Deus,

ou até dos próprios homens.  Fica a sugestões de filme para que os professores e também a

família  possa  assistir  com  os  jovens  e  juntos  refletirem  sobre  esta  prática  absurda  que  vem

deteriorando  a  imagem  de  pessoas  de  bem. Dica  do  filme:  “As  Melhores  Coisas  do Mundo”

(2010).  Todos nós temos o dever de lutar contra práticas discriminatórias e passar a conviver

harmoniosamente  uns  com  os  outros,  assim  como  diz  Madre  Aurélia  no  seu  programa  de

rádio:  Não  podemos  marcar  as  pessoas  com  palavras  ou  ofensas,  todos  nós  temos  uma

qualidade, independente de julgarmos: “ Aquele jovem é preguiçoso, esta mulher é ridícula  ou

é feia”. Deus é otimista com todas as pessoas, porque ele pensa no outro com amor, com sua

capacidade  de  amar  e  perdoar,  em  fazer o  bem.    A palavra  de Deus    é  sempre  tratarmos o

outro  como  ser  do  bem  e  não  com  desdém.”  Em  cada  programa  que  a  Madre  faz  aos

domingos  devemos  acompanhá-lo  e  dele  copiar  suas  palavras  de  fé,  de  otimismo  e  assim

pegarmos  como  modelo  para  fazer  o  bem.  Portanto  o  BULLYING  e  o  CYBERBULLYING  são

formas agressoras e medíocre que o homem usa para  mostrar sua incapacidade de respeitar e

amar seu irmão.

Texto: Raimunda Verluci de Oliveira Sarmento ( verlucioliveira@gmail.com)