O álcool é uma das causas de violência que se tem apontado em nosso país e não dizer em nossa comunidade; isto porque o jovem brasileiro está bebendo cada vez mais cedo; isto é, ele começa  a  beber  antes  dos  14  anos  de  idade.  Para  confirmarmos  esta  realidade,  basta  que passemos a frequentar  festa noturnas e diariamente nos depararmos com uma realidade, e além do mais,  a estrutura brasileira está submetida aos interesses econômicos das cervejarias, das agências de publicidade e da mídia que impõe propaganda e nela os jovens estão inseridos como protagonistas de um modelo que sugerem a banalidade e a moda de que beber é uma diversão, um lazer a ser seguido para que a balada seja mais divertida. Neste contexto a família precisa estar atenta e procurar parceiros no sentido de adquirir instrumentos mais eficazes e possibilitar aos jovens um processo de comunicação mais eficaz, formando opiniões e divulgar em  casa,  na  rua,  na  escola  que  o  álcool  traz  consequências  devastadoras  na  vida  de  uma pessoa  e  especialmente  à  sua  saúde  em  todas  as  dimensões.  alco01Por  trás  do  alcoolismo  temos ainda outro agravo, entre ele a taxa de violência, onde segundo estatísticas 72% dos crimes contra a vida está relacionado ao álcool; 50% a 80% dos acidentes de trânsito com menores e álcool; 52% dos crimes domésticos contra à mulheres e 36% dos suicídios. Todas estes dados confirmam que o álcool traz  no seu seio consequências que afetam diretamente a vida e sua dignidade  e  a  população  em  geral;  especialmente  os  jovens,  precisam  estar  atentos  a  estes dados e  construírem  uma política de disseminação dos efeitos  do álcool  para a população em geral.  Outra  questão que vem contribuindo com o uso indevido do álcool é a propaganda da bebida  alcóolica  que  no  Brasil  sua  disseminação  é  indevida  e  irresponsável,  porque  logo associa seu uso com o erotismo, isto é, sempre aparece uma mulher bonita, isto para o jovem é um incentivo, porque possibilita associar álcool e beleza. Temos que criar espaços na família, na  escola  e  em  ambientes  em  geral,  para  formarmos  uma  nova  concepção  de  pensamento diante do álcool e garantir aos jovens que a melhor alternativa de vida não é a bebida, mas ter uma vida com outras opções, especialmente, estudar, viver em família, compartilhar  amizades saudáveis, são formas de garantir uma vida de qualidade e consequentemente ficar fora dessa cultura de beber. Devemos    encarar, sem medo e vergonha que o alcoolismo é uma doença e dá em pessoas vulneráveis ao pensamento vazio de amor a se próprio, porque só em saber ue  beber,  sem  limite  causa  dependência  já  é  uma  atitude  de  fraqueza  humana.  Devemos potencializar e afirmar nos espaços públicos,  assim como se fala em  CRAK  que é uma  droga perigosa,  da  mesma  forma  o  álcool  e  que  os  jovens  estejam  atentos  que  este  é  uma  droga lícita e que toda droga causa dependência. Não podemos encarar a ideia de que um copo de cerveja de vez em quando não vicia  e assim por diante. Não podemos encarar o papo: “Beber pouco,  saber    beber!”.  A  realidade  é  que  não  existe  limite  para  a  bebida  e  o  certo  é  não aprender ou viciar-se a beber; porque do contrário, o caminho poderá estar se abrindo para o alcoolismo. Sempre  em nossa vida existe um começo e um fim para o que faz mal e para os jovens é um deste: o alcoolismo      é uma realidade existencial e quem se envereda por este caminho  as  consequências  são  visíveis  nas  estatísticas,  especialmente  nos  últimos acontecimentos,  onde  um  grande  acidente  ocorreu  na  estrada  que  liga: Sousa/Marizópolis/Cajazeiras e um pai, professor de Universidade morre quando ia trabalhar

em consequência de um alcoólatra    que vítima desta droga causa a morte de um cidadão de bem. Este acontecimento é apenas um somado aos milhares que ocorre no Mundo e Brasil a fora.  Falar  das  consequências        do  alcoolismo  é  uma  responsabilidade  de  todos  nós  que somos  cidadãos  e  queremos  ver  uma  sociedade  em  paz.  É  chamar  esta  população  jovem  a discutir  nos  espaços  públicos  sobre  os  seus  efeitos.  Debater, provocar,  especialmente  nas famílias  para  que  possamos  criar  uma  cultura  de  que  beber  não  é;  e  nunca  foi  esporte  ou diversão,  mas  uma  prática  que  leva  ao  vício  e  consequentemente  a  situações  de  violência, entre outras causas que      traz  danos irreparáveis e  ocultamente na vida das pessoas de bem. Falo  deste  assunto  com  convicção,  porque  já  fui  vítima  da  bebida  e  sofri  muito,  suas consequências  ficam  embutidas  no  nosso  íntimo,  nem  o  tempo  apaga.  Para  as  famílias  que passam este drama devem pedir ajuda e não esperar o tempo passar, porque o alcoolismo não passa se não for tratado, ele permanece    e fará de você um doente sem explicação. Que os jovens  possam  neste  espaço  serem  despertados  e  procurem  cobrar  dos  pais,  da  escola,  de profissionais  de  sua  comunidade  para  falar  sobre  o  assunto  e  nunca  deixar-se  levar  pela influência do amigo que bebe e convida, com o papo que beber dá coragem para conquistar uma namorada ou assumir atitudes, que sem o álcool são incapazes. Viver é um dom de Deus e  quem  deseja  viver  saudável,  precisa  expulsar  a  bebida  alcoólica   e  reconsiderar  um  novo estilo de vida e perceber que a saúde de uma família está relacionada com a quantidade e a qualidade de tempo e diálogo investido no lar, no encontro com os amigos e que viver bem é um  segredo  simples  e  envolve  amor  e  cuidado,  e  dizer  não  ao  álcool  deve  ser  uma responsabilidade de todos,    porque família que vive unida não permite o álcool como meio de descontração do ambiente, mas permite uma convivência saudável e feliz e todos com amor e união poderão dizer não ao álcool e fazer da vida um dom para a prática do bem e do amor entre as pessoas.

Texto: Raimunda Verluci de Oliveira Sarmento. 01/09/2014 (verlucioliveira@gmail.com)