A comunidade do Pinhão-zona rural de Vieirópolis – PB fica a 12 km da sede do município, a 15 km de Uiraúna e a 30 km de distância de Sousa. Da Rodovia PB – 385 (Rodovia Mauro Abrantes Sobrinho), que integra os municípios de Sousa, Lastro e Vieirópolis são apenas 9 km de estrada vicinal ou terra batida.

Lá fica a sede a da Comunidade Jesus Pérola Preciosa – uma sociedade civil sem fins lucrativos de atividade religiosa que tem como objetivo a recuperação de dependentes químicos. O bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom Francisco de Sales já celebrou missa no local. A comunidade conta com a sede, a capela de Santa Clara, um mosteiro,alojamentos, biblioteca, refeitório, museu e área para reuniões. Em agosto é realizada a  tradicional festa da padroeira Santa Clara.

A Comunidade Jesus Pérola Preciosa tem como coordenadora a Sra. Lanúsia Costa. O terreno foi doado pelo agropecuarista, empresário e ex-vice-prefeito de Vieirópolis, José Emídio Moreira Neto (Zé de Miro). Na Comunidade  reside a freira Kiara. A religiosa reza e dialoga com os jovens, ajuda a fortalecer a espiritualidade do projeto.

A Comunidade Católica Jesus Perola Preciosa é, antes de tudo, um dom de Deus, uma graça particular para a Igreja e um serviço de amor e misericórdia. Sobrevive de doações.

Espiritualidade, terapia ocupacional e a boa convivência. Esta é a essência da filosofia de trabalho desenvolvido pela comunidade ‘Jesus Pérola Preciosa’ que assiste aos  jovens com dependência química.  O projeto abraçado por voluntários e mantido por doações já assistiu diversas pessoas de vários estados nordestinos.

Em média cada jovem permanece de seis a oito meses na chácara. A ONG, pela eficiência na recuperação de jovens drogados é muito procurada.

Seguindo os ensinamentos do Papa João Paulo II, Lanúsia da Costa Silva, a coordenadora do projeto e os demais voluntários acreditam que somente com a ajuda de Deus é possível recuperar, de mudar o homem, daí a espiritualidade ser o primeiro alicerce do projeto.

Em seguida vem à terapia ocupacional. Os jovens cuidam de hortaliças,trabalham com agricultura e na construção e manutenção dos ambientes da chácara: alojamentos, posto de saúde, capela, refeitório, área de reuniões.

O terceiro pilar da entidade é a boa convivência e todos, voluntários e internos têm convivido em harmonia por isso a missão um dia sonhada por Lanúsia se tornou referência no sertão paraibano e já é procurada por famílias de vários estados.

A entidade ‘Jesus Pérola Preciosa’ é uma comunidade de base porque leva em conta a necessidade básica do ser humano que é a qualidade de vida. O lema do projeto é ‘Acolhe o Teu Irmão’. “A nossa grande preocupação é fazer o dependente químico se sentir gente, acolhido e amado”, revela Lanúsia Costa.

Também há no Pinhão a gruta de Nossa Senhora das Graças. A Gruta de Nossa Senhora das Graças é um cantinho de oração, devoção e reflexão. A gruta está aberta a visitação da população em geral. O povo da comunidade é caloroso, cordial e hospitaleiro.

Quem nasce na comunidade é pinhãoense. O Pinhão é uma comunidade formada por cinquenta e cinco famílias, uma creche denominada Francisca Maria de Abrantes (Mãe Chiquinha) “in memoriam” (esposa do saudoso agropecuarista Assis Barbosa); uma granja, uma Oficina de Moto, um ex-Posto Telefônico em terreno doado pelo Sr. José Duque de Equitane (Zé de Duca – pai do empresário da Pousada e Autopeças Pai Assis estabelecidas em Sousa-PB, Azarias Duque de Abrantes) e construído na gestão do então prefeito de Sousa, advogado João Estrela. Conta ainda com um supermercado, uma mercearia  e um barzinho.

A comunidade tem sua economia voltada para a agricultura de subsistência e pecuária. Muitos dos seus moradores têm como atividade o comércio de mercadorias. Os “crediaristas” pinhãoenses atuam em vários estados da federação. Percorrem as ruas para vender seus produtos.

Os crediaristas são comerciantes que movimentam a vida econômica local gerando emprego e renda. Eles deixam duas famílias, viajam todo início de mês, arriscam a vida, são como os antigos caixeiros-viajantes, comercializam as mais diversas mercadorias sempre com muita honestidade, determinação e coragem para trabalhar. Em cada crediário existem vários tipos de trabalhadores como vendedores, cobradores e motoristas.

Na localidade existem pedras em formato de coração que atraem curiosos. A Pedra do Coração uma verdadeira obra de arte esculpida pela natureza atrai e encanta curiosos e turistas. A Pedra é a grande atração turística da região. É uma formação rochosa localizada no meio da caatinga que atrai o olhar dos visitantes pela beleza exótica.

As pedras ficam situadas nas terras dos herdeiros do saudoso agropecuarista Assis Barbosa. Também existe na comunidade a chamada pedra montada que atrai curiosos.

Os principais pioneiros do desenvolvimento local foram: os casais Manoel Tomaz/Rosinha (avós de Assis Barbosa); Saturnino Machado/Maria José; Joaquim Barbosa/Conceição; Tibúrcio Machado/Anginha; Cícero Machado/Idalina; José Barbosa/Izabel; Chagas Barbosa/Umbelina Nogueira; Zué/Helena. Foram eles que construíram as primeiras residências.

Fizeram parte da história do Pinhão o comerciante João Tomaz/Crizantina Gomes Machado “in memóriam”; José Barbosa/Sindá. José Barbosa é pai do empresário, Antonio Barbosa; o saudoso comerciante Nozinho Machado;o saudoso Deca Barbosa/Noêmia (pais do pecuarista Joaquim Barbosa – Joaquim de Deca);José Epifânio/Maria; Antonio Pedro/Honorina (pais do artesão Duda Pedro); Joaquim Pedro/Rosa (pais do saudoso poeta, repentista e mestre de obras, Dionísio Pedro); Raimundo Barbosa/Quinô Barbosa “in memoriam”; Joaquim Luiz/Mariquinha; Antônio Machado/Regina (Vuia); Severino Rocha/D.Raimunda; Izidório Rocha/Chiquinha Barbosa (pais do servidor do Ministério Público da Paraíba, Francisco Barbosa Rocha); José Alves/Tereza; Manoel Epifânio/Severina; Severino João (Lau)/Rita e Chico Joaquim/Ana Quinco.

Ainda fez parte do desenvolvimento da comunidade o saudoso João Melão/Maria Abrantes. O  pastor  e empresário Genésio Abrantes e sua esposa Maria Gorete Abrantes, filha de João Melão, resolveram prestar uma justa homenagem ao saudoso João Francisco de Oliveira (João Melão) dando o nome ao Residencial de propriedade dos mesmos localizado no Bairro do Geisel em João Pessoa-PB de Residencial João Melão.

Durante muitos anos João Melão dirigiu o caminhão de Assis Barbosa transportando algodão para a Usina de José  Gadelha;  passageiros e mercadorias para a feira de Sousa e tinha como cobrador, José Duque de Equitane (Zé de Duca).

Ainda merecem destaque Miro Machado/Mundica Emídio  “in memoriam” (pais do empresário, agropecuarista  e ex-vice-prefeito de Vieirópolis, José Emídio Moreira Neto – Zé de Miro -, do ex-vereador e ex-vice-prefeito de Sousa, advogado Francisco Valdemiro Gomes (Chiquinho do PT) e do agropecuarista Valdeci Emídio Gomes); o saudoso Dorge Gomes Machado/Mariquinha Batista (pais dos empresários Manassés Batista, Esdras Batista Gomes e da enfermeira da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Irismar Batista Braga); o agropecuarista de saudosa memória Zezinho Tomaz; saudoso Severino Machado/Noêmia; o pescador Pedro Ferreira “in memoriam”, o saudoso Chico Brejeiro/Lourdes; o motorista João Trigueiro; saudoso Chico de Raimundo Barbosa, o motorista Chico de Júlio Estrela (pai do saudoso Saul da lanchonete Saul Lanches em Sousa);  saudoso Sabino Rocha, Chico Beleco “in memoriam”, o flamenguista João Paulo de saudosa memória e o comerciante Júlio Tomaz “in memoriam”.

Em 1937 o agropecuarista Assis Barbosa construiu a Casa Grande do Pinhão que foibpalco de memoráveis comícios. Assis Barbosa destacou-se como criador de gado, no plantio de cana-de-açucar, algodão, coco e banana. O patriarca Assis Barbosafoi um homem de traços fortes, um guerreiro. Um homem de respeito, que agia com ética e era dedicado ao trabalho e a sua família. Foi um homem de caráter exemplar. Era uma das reservas morais da região.

Assis Barbosa  foi uma referência na região. Foi um fiel amigo e correligionário do saudoso líder político, ex-deputado federal e usineiro,José de Paiva Gadelha. Revelou-se como um grande empreendedor e comprador de terras, gado e algodão da região.

Assis Barbosa foi casado com a Sra. Francisca Maria de Abrantes (D. Chiquinha). Dessa união nasceram doze filhos: Necy Abrantes (a primogênita); Maria Abrantes “in memoriam”; Quinca Barbosa; Chico Barbosa; Jasmira Abrantes; Tiquinha Abrantes; Creusa Abrantes; farmacêutico bioquímico Dr. Augusto Abrantes Barbosa; ex-presidente da Câmara Municipal e ex-vice-prefeito de Luís Gomes-RN, produtor rural e pecuarista, José Abrantes Barbosa; ex-vice-prefeito de Tenente Ananias –RN, Valdemar Abrantes Barbosa (Mazinho Barbosa); “in memoriam”; o ex-presidente da Câmara Municipal de Vieirópolis e atual secretário municipal de Obras, Sinval Abrantes Barbosa e o servidor aposentado da Assembleia Legislativa da Paraíba, bacharel em direito, João Abrantes Barbosa (Joca Abrantes).

Na residência do casal José Duque  e Dona Necy Abrantes existe uma Estátua do Cristo Redentor.

Uma das primeiras professoras do lugar foi Belita Machado. Preocupado com a educação dos filhos o Sr. Assis Barbosa contratou os seguintes professores: Nazinha Pereira, Zé Pereira, Francisca Neves e D. Tereza.

Há na comunidade a casa do mestre-artesão José Antônio da Silva (Duda Pedro) com pequenas esculturas, chaveiros, rabecas e enfeites para estantes feitos com madeira, chifres de boi, coco etc.José Antônio da Silva (Duda Pedro) é pai dos comerciantes João Batista Alves da Silva (Batista de Duda) e  Iordan Alves da Silva.

A residência do artesão é bastante visitada por pessoas que querem conversar com o artista, ver e fotografar as peças. Sua última invenção foi a fabricação de mesa de madeira com cobertura de cerâmica.

A casa do artesão está aberta a visitação da população em geral. O artesão já foi premiado por ocasião de uma feira de artesanato realizada pela Prefeitura Municipal de Vieirópolis.

Abdias Duque de Abrantes
Advogado – Pós-graduado em Direito Processual do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), jornalista, servidor público e  primeiro neto do saudoso agropecuarista Assis Barbosa.