A mulher no Mundo atual: suas conquistas no campo do trabalho e do direito.

O dia simbólico 08 de março como dia Internacional de reflexão e luta feminista, entre campanhas voltadas para as mulheres na conscientização pelo fim da violência são movimentos espalhados no mundo todo que abre um novo caminho para que a humanidade seja conscientizada e passam assumir atitudes, costumes e sentimentos ao papel da mulher no mundo atual. Este marco objetiva despertar para que as diversas Terezas espalhadas pelo Brasil assumam novo papel e sejam livres para buscar igualdades em todos os espaços sociais, econômico e político, especialmente ser livre de toda e qualquer forma de violência que por muito tempo calou suas vozes e negou sua identidade. Assim na sua imensa trajetória de vida, as mulheres que lutam cotidianamente, através dos séculos, por seus direitos; ela que vem num desejo constante e permanente em assumir sua verdadeira identidade e deixa para traz a sua situação de submissão  e que esta historia de predestinação na qual a mulher é ou deve ser inferior ao homem. Com o decorrer e com as novas formas de relações sociais o ingresso das mulheres no mundo do trabalho foi inevitável e décadas em décadas este processo vem tomando novos rumos e lutas e conquistas ganham novas dimensões. As mulheres no final do século 20 são aquelas que executam extensas jornadas de trabalho – uma fora do ambiente de trabalho doméstico e  outra quando retornam para casa. Neste novo processo seus ganhos econômicos são essenciais para a manutenção da família e muitas mulheres sustentam sozinha sua casa; sendo fundamental este seu papel na retomada e conquista do direito. As mulheres vem no decorrer do processo histórico lutando sempre por novos espaços no cenário político, no mundo do trabalho, nas relações entre homens e mulheres, sem perder de vista que todas as suas conquistas são historicamente fruto de suas lutas e um marco fundamental sobre esta questão é a Lei Maria da Penha, de Nº 11.340/06. É a primeira lei no Brasil voltada para o atendimento das mulheres que sofrem violência  doméstica e familiar e traz grande preocupação com cada etapa do atendimento dos casos de violência. Embora em muitas cidades brasileiras ainda não existam as delegacias para as mulheres, nem casa que acolham  aquelas que tem sua integridade física ameaçada. Existe à nível nacional várias campanhas, núcleos de estudos e movimentos para o fim da violência contra as mulheres e este dia 08 de Março é um marco fundamental que possibilita despertar em todas as pessoas o quanto é importante respeitar uma mulher e que as pessoas sejam conscientizadas; tenham suas realidades, costumes e sentimentos modificados quanto suas atitudes frente as mulheres e que estas sejam livres para buscar igualdades em todo os espaços sociais, político, econômico e individual como ser humano que tem sentimentos, sensibilidade e precisa ser respeitada como ser de direito. Todo tipo de violência contra a mulher deve ser combatido, apurado e vetado. Nada pode ficar impune porque a violência contra a mulher ocorre principalmente no espaço doméstico e é cometido por seus parceiros, ou outras pessoas com quem a vítima mantem relação afetiva ou íntima. E muitas mulheres tem dificuldades de assumir que sofreram ou sofrem com situação de violência, seja por vergonha, medo de serem discriminadas, ou até, por acreditarem que seus companheiros tem o direito de castiga-las, ou violenta-las. É uma vida sufocada e as mulheres precisam ultrapassar este medo e gritar para que o mundo, as pessoas a escute que sua vida é mais importante e que a violência e o castigo sofrido seja caso de policia; e não mais passe despercebido aos olhos da sociedade atual que prega a igualdade, respeito e o exercício da cidadania. A violência contra a mulher nos dias atuais é uma extrema covardia das autoridades que finge punir e os agressores fingem que são punidos. A violência contra a mulher não tem limite de classe; atinge pobres, negras, brancas, domésticas, empresarias, professoras, enfim basta ficarmos atento s as várias denuncias e casos que acontecem no pais e mundo e nunca esquecermos que o dia 08 de março é um marco histórico em decorrência de um massacre de 129 trabalhadoras nos meados de 1857. Muitas delas jovens foram presas e outras esmagadas pela multidão, outras incendiadas dentro da própria fábrica em TRIANGLE em Nova Yorque, lutando, reivindicando contra baixos salários, contra jornada de trabalho de 12 hs e o aumento de tarifas não remuneradas. Este episódio marca e oficializa este dia, embora de lá para cá precisamos ainda avançar em termos de direitos porque no fundo da realidade a violência está mascarada e ela ainda persiste. As mulheres precisam se organizar no que tange a direitos e fazer valer na prática sua cidadania não como sonho ou desejo mas como política de direito efetivo. Neste contexto podemos encarar  que a violência contra a mulher se manifesta de diversas formas e todas devem ser denunciadas como: espancamento, xingamento e humilhações, ameaça de morte, agressão física( desde empurrão, puxar o cabelo, tapa, murro, até as formas mais grave), agressão moral, assédio sexual, difamação ou calúnia, tentativa de estupro, estupro( ou relação sexual forçada, inclusive no casamento), discriminação e destruição de documentos.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, DIGA NÃO!!!!

 

Raimunda Verluci de Oliveira Sarmento. (verlucioliveira@gmail.com)

02/03/2015.